
Este blog encerrou.
Resolvi encerrar minha esquizofrenia de blogs e sites e reunir todos num novo site pessoal. Lá, além dos textos de sempre daqui, estão minha coluna no jornal, minhas matérias, resenhas de discos, etc, etc, etc. Bem maior e bem mais divertido. Tem tudo que sempre quis fazer nesse blog e não conseguia. Uma radiozinha, uma agenda, um fotolog, meu curriculo. Já está lotado de conteúdo. Mais de 100 textos e, o que é melhor, uma busca :D
Se chama Pop Up! (assim, com a exclamação). Procurei um outro nome durante essa semana, mas acabei desistindo. Espero que gostem. Remando contra a maré da brodagem, o texto mais recente lá traz impressões sinceras sobre o novo disco da banda Eddie.
Troquem seus favoritos para www.popup.mus.br :)

| Publicado às 17:16 | Comentários: |
Sábado, Fevereiro 04, 2006
Este blog deve acabar até a próxima semana. Fiquem atentos para novidades :)
| Publicado às 18:36 | Comentários: |
Domingo, Janeiro 29, 2006
Queria registrar um domínio para mim, mas nunca sei que nome usar para isso. Sou péssimo com nomes. Imagino como vai ser um desespero no dia que eu tiver um filho ou filha. Vou me lembrar de todas as pessoas que não gosto que já tem aquele nome. Espero que até lá eu tenha me tornado menos ranzina ou, pelo menos, me esquecido de mais pessoas. E torcer para não esbarrar em algum velho conhecido. "Esse é meu filho, Rafael" / "Como é? Desse mesmo a ele o nome daquele teu vizinho?".
Talvez os cartórios do futuro já pensem também neste meu novo problema. "Rafael, tem certeza? Já registraram um domínio com esse nome". Ou então "Bruno Nogueira? Você já reparou que são dois "no" colados? Dificulta fazer um email prático. As chances são que seu filho acabe registrando um com a data de nascimento e as empresas tem aceito cada vez menos gente assim". Na faculdade me chamavam de Nog. Pensei em fazer um nog, mas já tinham registrado também.
Já passamos da fase de criar orkut e fotolog para o cachorro e recém-nascidos (a reação das pessoas não nega que ambos pertencem a mesma classe social). Talvez eu só vá me surpreender agora quando começarem a criar conta de emails para ele. "Meu filho, seu futuro está garantido", vai dizer o pai com orgulho. Com sorte um provedor já pensa nisso e cria um serviço de estacionamento de emails. "Registre e guarde para seu filho usar quando crescer, não vamos apagar a conta".
Os livros de auto-ajuda vão ganhar nova fonte de lucro. "101 lista de nomes socialmente coerentes que não têm um domíndio .com registrado ainda".
● O site mais legal dos bottons mais legais: bottondequiser
| Publicado às 00:25 | Comentários: |
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
● Bonsucesso Samba Clube

Algumas bandas conseguem criar uma imagem maior que o próprio trabalho. A Bonsucesso Samba Clube conseguiu isso junto com a Eddie, ao transformar em música um discurso que a cidade de Olinda era bastante carente. Isso nem sempre é bom. Não é bom porque o público, geralmente, acaba esperando bem mais, uma sequência do clichê "o samba chegou / original olinda style". O CD da banda chegou hoje no jornal em nome de outra pessoa, que acabou me entregando no horário de maior correria e barulho. Fugi para escutar com calma. Senti que perdi meu tempo.
"Tem arte na barbearia" é um disquinho sem muita comoção. A banda costuma dizer que começou mais bossa e parece que estão querendo voltar para lá. Ruim, para quem lança um CD na véspera do carnaval. Acho que a melhor analogia a fazer é que, escutando o primeiro disco da banda, a gente sentia que algo estava acontecendo ali. Era um som bom, mesmo que não fosse novo. Tinha um texto local, que se recita sorrindo com o tamanho da verdade. Este caminha pela contramão.
A banda está se garantindo mais nos instrumentos. A gente não escuta efeito, nem rebite nenhum na música. Isso é bom. Mas eles aproveitam para diminuir o volume num ponto que fica dificil pensar em um show com repertório que cante a Bonsucesso de antes e depois. Tirando uma faixa que chamou atenção, o resto parece ser bem preguiçoso.
Não gosto dessa cena de Olinda. Tudo me parece muito decadente, eles não articulam um site, não soltam uma mp3, não fecham um show decente. Isso porque nesse samba jovem, Pernambuco só tem espaço mesmo para Mundo Livre. Estas outras tem uma função mais social. Tomar cerveja é pretexto para jogar conversa fora, ouvir Bonsucesso é pretexto para tomar cerveja. Logo, você escuta baixinho, de fundo enquanto joga conversa fora.
| Publicado às 22:37 | Comentários: |
Sábado, Janeiro 21, 2006
the ha ha walls
Quando eu ouvi o Libertines pela primeira vez eu estava bebado (estou bebado agora). A vida, naquela de fazer justiça, me deu uma segunda chance. Super sóbrio, deixei passar porque estava abusado. Não sei lembrar quando foi a primeira vez que ouvi mais. Foram tantas festas, tantas vezes. Sei que era Can't Stand me Now que, certa vez, já estava cantando alto. No escuro esfumaçado de alguma boate de quinta categoria. E era muito bom.
As vezes não estamos pronto para algo fascinante. E eu não estava pronto para os Libertines. Baixei o disco, meio que na onda, mas só escutava a mesma música. Era normal, interessante, dançante, divertida. Dava pra ficar feliz. Mas quando ela acabava, você já perguntava "qual a próxima banda?". Maldição do pós-hacienda, quando o DJ substituiu as bandas. E eu reclamo como se estivesse lá em Londres, vendo o New Order se dar muito mal.
Só despertei para o Libertines em 2005. Quando decidi largar a MP3 e passar a comprar discos. Comprei o "The Libertines" numa promoção da Trama. Vinha eles, Nação Zumbi e Interpol. Comprei mesmo por eles.
Fiquel mal, como falam na giria. Não escutava um disco tão bom assim fazia tempo. Para mim, o Libertines são um grito de desespero e sobrevivencia do rock mil anos depois da morte. São rapidos, agressivos e sexo, drogas e roquenrroll numa época de imagem. Figuras bonitas, estilosas, britanicas, engraçadas de ver, divertidas de ouvir. A música é diversão pura. Rapido, com a guitarra lá em cima, uma gaita fechando, letras que são uma delícia.
The Ha Ha Walls é uma música deste primeiro disco. Não lembro nem mais a ordem. É a melhor de todas. Começa com guitarras cansadas, acordes que se afogam por cima do outro, clima de fim. "If you get tired" vêm seguido do PAM PAM! "of just hanging around" PAM PAM!. É lindo. Parece que não dá para ficar melhor. Não é uma música dançante, não é nada realmente rock. Mas é Libertines, é a parte nova naquele resgate velho. "Pick up a guitar and spin a web of sound". É a frase adolescente da história da humanidade.
Semana passada falei duas vezes dessa música. Uma delas tava bebado, na outra estava bem sério. Nas duas, fiz apenas para fazer pose. Falei do que fazia essa música tão boa. Quando a guitarra faz um "pampampampampam" em clima de encerrar. E Pete Doherty canta "I've being thieving / i stole the light from the dawn". É quando o desafino casa perfeito com tudo que existe na música. O agudo dele cai, lá no fundo, "I've being thiiiiiiveng". Parece certo. É viciante. Aliás, é maravilhoso encontrar o momento da música que vicia você. Este é o meu momento, deve ser o de muita gente.
Mas o desafino de Pete não é a unica coisa que sai da minha cabeça nesses dias. :)
| Publicado às 20:13 | Comentários: |


